FLIMIS estreia no MIS com clima criativo, diversidade editorial e muita interação

13/04/2026

Quem passou pelo MIS – Museu da Imagem e do Som, no Jardim Europa, nos dias 11 e 12 de abril de 2026, encontrou um ambiente vibrante, criativo e cheio de descobertas. A primeira edição da FLIMIS reuniu cerca de 75 expositores e trouxe ao público uma seleção de editoras e publicações com foco especial no universo dos quadrinhos e da narrativa imagética.

O evento apostou na diversidade: havia desde editoras independentes até projetos de livros artesanais, revelando a força da produção autoral e o cuidado com o objeto livro. Mais do que uma feira, a FLIMIS se apresentou como um espaço de encontro — entre leitores, autores, artistas e curiosos de todas as idades. E sim, até os pets marcaram presença, contribuindo para o clima leve e acolhedor.

Segundo Cris, funcionária do MIS — ou simplesmente Sushi, como é conhecida —, a feira nasceu de uma proposta da Editora Lote 42 em parceria com o museu, alinhada ao seu perfil voltado à valorização da arte visual. "Essa é a primeira edição e pretendemos repetir esse evento mais vezes", contou. "Nossa proposta é reunir público e editoras, aproximando os autores de seus leitores."

E essa aproximação aconteceu na prática. A programação contou com diversos bate-papos entre autores, editores e público. Um dos destaques foi a conversa com Gustavo Piqueira, artista premiado que apresentou o projeto "É preciso estar em sintonia com o seu tempo". Ele descreve a obra como "um livro sobre um livro que não é livro", já que aborda Frisson Frisson, título que acabou não sendo publicado por questões técnicas — uma provocação interessante sobre processos criativos e limites editoriais.

Outro ponto alto foi a oficina "Cara Carimbo", que conquistou participantes de todas as idades. A proposta era simples e encantadora: cada pessoa recebia um caderninho e, com diferentes carimbos, podia criar rostos e composições visuais. "Essa oficina está sendo um sucesso — com materiais recicláveis, está atraindo adultos e crianças e aguçando a criatividade de todos", destacou Ana Paula Santos, também do MIS.

Idealizador da atividade, Gilberto Tomé celebrou o engajamento do público: "Os carimbos trazem aquela memória afetiva, lembranças boas da infância. A ideia é, a partir desse afeto, despertar nas pessoas o desejo de criar, de brincar, de se reconectar com o lúdico."

E funcionou. Não era difícil ver adultos tão envolvidos quanto as crianças. Adelaide Jordano, de 75 anos, resumiu bem o espírito do momento: "Estou aqui parecendo os meus netos com esses carimbos!"

Com estreia promissora, a FLIMIS já deixa a sensação de que veio para ficar — e que ainda tem muito a crescer nas próximas edições

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