Exposição do Pequeno Príncipe - MIS/SP
Ah, o Pequeno Príncipe!
O clássico da literatura mundial, ao mesmo tempo delicado e profundo, ganhou recentemente uma Exposição no MIS, em São Paulo (https://misexperience.org.br/exposicao/exposicao-o-pequeno-principe-80-anos/).
Eu, amante de literatura desde sempre e apaixonada pelo Pequeno Príncipe desde a infância (quando o meu filho nasceu, o tema da decoração do quarto dele era o Pequeno Príncipe), não podia perder!
O MIS tem duas unidades em São Paulo e a exposição ocorreu no espaço localizado no bairro da Água Branca.

Do lado externo, antes da entrada, os muros decorados encantavam os visitantes:





E, ao entrar, foi puro deslumbre!

A reprodução dos ambientes, a escolha das cores e a atenção aos detalhes fez com que a exposição fosse extremamente especial!







Havia muitas informações sobre o autor e sobre o livro:



E um ambiente mais lindo que o outro! Puro deleite para os olhos!






Além disso, ao final, projeções coloridas no chão e nas paredes maravilhavam crianças e adultos!







Mas, por quê, afinal, O PEQUENO PRÍNCIPE, escrito por Antoine de Saint-Exupéry e publicado pela primeira vez em 1943 é ainda atual e mexe tanto com as nossas emoções e fantasias?
Com passagens icônicas, o livro fala sobre imaginação, amor e amizade.
Suas metáforas provocam reflexões e despertam sentimentos universais.
IMAGINAÇÃO:
O narrador inicia o livro contando que, quando criança, ao desenhar uma jiboia que havia engolido um elefante, todos os adultos achavam que o desenho se tratava de um chapéu. Para explicar melhor ele faz outro desenho, mostrando claramente o elefante engolido pela jibóia, mas ainda assim, é pouco compreendido pelos adultos, o que o faz se lamentar sobre a falta de imaginação deles.
DESENHO JIBOIA
Desistindo então de se tornar pintor, torna-se aviador. Ainda assim, leva consigo os seus desenhos de jibóia, o primeiro e o segundo e, quando conhece alguém, mostra-os. De modo geral, todos os que conhece continuam pensando que aquele desenho trata-se de um chapéu, motivo pelo qual não pode conversar sobre outras coisas com aquelas pessoas e somente sobre "coisas de adultos".
AMIZADE:
E é um pouso forçado no deserto do Saara que encontra um menino de cabelos dourados e cachecol amarelo, que lhe pede para desenhar um carneiro.
Ele faz então o único desenho que julga saber fazer, o desenho da jibóia que tinha engolido o elefante - e o menino o interpreta corretamente, para seu contentamento.
Entre o menino e a raposa.
IMAGINAÇÃO:
Porém, como nenhum carneiro que desenhava estivesse bom o suficiente para o menino, acaba desenhando uma caixa e dizendo que dentro daquela caixa estava o carneiro que ele queria.
DESENHO CARNEIRO

DESENHO CAIXA
O menino conta então a sua história: vive no asteróide B612, onde há três vulcões (um extinto) e uma rosa. Há também alguns baobás, árvores muito grandes que podem rachar o solo, especialmente no caso do planeta do Pequeno Príncipe, que era muito pequeno.
Por ser um planeta tão pequeno, é possível ver o pôr-do-sol várias vezes seguidas - houve uma vez que, muito triste, o Pequeno Príncipe assistiu a 43 pôr-do-sol!
Visitas do Pequeno Príncipe a outros planetas:
No primeiro planeta, havia um rei sem nenhum súdito.
No segundo planeta, havia um homem vaidoso.
No terceiro planeta, havia um bêbado.
No quarto planeta, havia um homem de negócios.
No quinto planeta, havia um acendedor de lampiões.
No sexto planeta, havia um velho que escrevia livros, um geógrafo que jamais saía de sua escrivaninha.
No sétimo dia, foi à Terra.
"A Terra não é um planeta qualquer! Contam-se lá cento e onze reis (não esquecendo, é claro, os reis negros), sete mil geógrafos, novecentos mil negociantes, sete milhões e meio de beberrões, trezentos e onze milhões de vaidosos isto é, cerca de dois bilhões de pessoas grandes. Para dar-lhes uma ideia das dimensões da Terra, eu lhes direi que, antes da invenção da eletricidade, era necessário manter, para o conjunto dos seis continentes, um verdadeiro exército de quatrocentos e sessenta e dois mil quinhentos e onze acendedores de lampiões."
AMOR
Amor do Pequeno príncipe por sua flor, ainda que ela fosse tão temperamental…
IRONIAS
Ironias sobre as pessoas adultas, as conversas sérias, as pessoas que não amam, não cheiram flores, não veem estrelas!
"- Teu planeta é belo, disse a serpente. Que vens fazer aqui? - Tive dificuldades com uma flor, disse o príncipe - Ah! exclamou a serpente.
E se calaram.
- Onde estão os homens? repetiu enfim o principezinho. A gente está um pouco só no deserto.
- Entre os homens também, disse a serpente."
FRASES CÉLEBRES, QUE NOS FAZEM PENSAR:
"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
"Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante."
"Se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Será para mim único no mundo."
"Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso."
"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou."
"O que torna belo o deserto, é que ele esconde um poço em algum lugar."
"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."
"Quando a gente anda sempre em frente, não pode ir muito longe."
"Elas [as pessoas grandes] adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, as pessoas grandes jamais se interessam em saber como ele realmente é. […] Mas perguntam: Qual é a sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai? Somente assim é que elas julgam conhecê-lo."
"Nem todo mundo tem amigo."
"É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas"
"Ele não sabia que, para os reis, o mundo é muito mais simples. Todos os homens são súditos."
"É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar."
"É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros."
"A gente só conhece bem as coisas que cativou."
"É bom ter tido um amigo, mesmo se a gente vai morrer."
"Os homens embarcam nos trens, mas já não sabem mais o que procuram."
"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar."
"E nenhuma pessoa grande jamais entenderá que isso possa ter tanta importância!"
"- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim ... e não encontram o que procuram ...
- Não encontram, respondi...
E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água ...
- É verdade.
E o principezinho acrescentou:
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração ..."
É um livro para crianças? Sem dúvida. E creio que o seu sucesso se deva à sua capacidade de despertar a criança que existe dentro de cada um de nós!